terça-feira, 9 de junho de 2009

O mundo pertence aqueles que pensam em novos caminhos

Há algumas semanas atrás, estávamos fazendo uma reunião de projeto e o Gerente do Projeto fez um comentário que 100% dos participantes (time de desenvolvimento e teste) ficaram sem entender nada no primeiro momento. Sabe qual foi o comentário? Foi o seguinte: “Bem, agora que o time de desenvolvimento concluiu o desenvolvimento e a execução dos testes unitários do release, e disponibilizarão o mesmo para o time de teste iniciar a execução dos testes, vou pegar a minha CADEIRA DE RODAS para andar pelo sistema!”. Nossa! Essa frase deixou um ponto de interrogação (?) na “testa” de cada pessoa que estava participando da reunião. Ninguém entendeu nada.


Creio que o pessoal que trabalha na área de teste e qualidade de software tenha entendido, não? Você entendeu? Está com dúvida? Vamos assistir ao vídeo abaixo para ter certeza que você entendeu.



video


E ai, entendeu? Não, vamos lá então...


Vamos utilizar a Arquitetura Inclusiva para “traduzir” este vídeo para a área de teste e qualidade de software.


A falta de acessibilidade é a principal barreira enfrentada por pessoas que convivem com algum tipo de deficiência nas grandes cidades brasileiras. E a inclusão desta importante parcela da população – 24,6 milhões de pessoas em todo o país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um desafio cada vez maior para arquitetos, engenheiros e responsáveis pela definição e implantação de políticas públicas que permitam aos que têm mobilidade reduzida se locomoverem com autonomia e independência.


Essa falta de “acessibilidade” é totalmente aplicada a nossa área de teste e qualidade de software. Na maioria das vezes os desenvolvedores de software não pensam nas possíveis falhas que podem ocorrer nos sistemas que estão desenvolvendo. Quantas vezes você já fez a pergunta “E se eu fizer isso ou aquilo, o que vai acontecer?” e o time de desenvolvimento respondeu “Xiiiii, isso eu não sei o que vai acontecer não. Não tem requisito pra isso”. Ou aquela velha frase que já conhecemos quando reportamos uma falha quando não existe um requisito específico associado a ela “Isso não é uma falha, é Work as Design” :-P !


Tudo isso é para incentivar os desenvolvedores de software a passearem de “cadeira de rodas” pelo sistema antes de disponibilizar um release para o time de teste, afinal, muitas vezes existem falhas que basta você acessar a segunda tela do sistema que elas aparecem.

Só lembrando que não estou criticando os desenvolvedores de software, que fique bem claro isso! Eu já fui desenvolvedor de software e ainda hoje gosto de brincar de ser desenvolvedor.

O mundo pertence aqueles que pensam em novos caminhos!!! Fica ai a dica!

Até+,

Quezada

2 comentários:

  1. Muito bom esse insight!

    Confesso, que só fui entender após ver o vídeo. :)

    E precisamos sim, está sempre pensando em novos caminhos, isso é fundamental para os profissionais da nossa área.

    Parabéns pelo post!

    Fabrício Ferrari de Campos

    Abraços!

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  2. Sem Dúvida, o ato de "andar de cadeiras de rodas" no sistema faz com que a equipe que desenvolveu, ou o "cara que pediu" (Leia-se Product Owner)faça a auto-crítica... e de certa forma se prepare para o que virá durante a entrega... Estas auto-críticas ajudam ao desenvolvedor criar um espírito mais crítico, e deixar de ser um simples gerador de código, se tornando um profissional melhor... no fundo, o que é necessário, no meu ver, é resgatar um certo espírito da "ancienne ecole" de desenvolvimento... quando em tempos que nossas atividades não eram tão compartimentalizadas o desenvolvedor era mais crítico, e opinava diretamente nos projetos...

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